7 de mar. de 2012

A Guilhotina!

Quem nunca perdeu a cabeça, não é mesmo. Foi graças ao deputado e médico francês Joseph-Ignace Guillotin (1738), que está tarefa ficou mais fácil. Na verdade a idéia de Guillotin era diminuir o sofrimento daqueles condenados à morte que, quando submetidos a outros tipos de pena capital, poderiam ficar agonizando um bom tempo. Guillotin teve como base um desenho de Albrecht Dürer, alemão, feito no século XVI, tendo apenas o trabalho de aperfeiçoar o artefato. O primeiro teste da Guilhotina em humanos foi realizado em 15 de abril de 1792, às 10 horas da manhã. Como "cobaias" para a "invenção", foram utilizados três cadáveres do hospício Bicêtre, em Paris, França (durante a Revolução Francesa, o local era usado como prisão para os que eram contra os revolucionários). Obtendo êxito em seus testes, não tardou para que fosse arranjada a primeira execução pública com o uso da Guilhotina. O dia era 25 de abril de 1792 (apenas 10 dias após os primeiro testes). A vítima foi Nicolas-Jacques Pelletier, condenado por roubo e assassinato. Em dois anos de funcionamento, a guilhotina cortou aproximadamente 20 mil pescoços, só em Paris. (dividindo 20000 pelo número de dias em dois anos, 730, temos uma média de 27,4 cabeças diárias a rolar por Paris). A proibição do uso do aparelho em execuções de presos na França veio mediante decreto de 9 de outubro de 1981, mais de dois séculos depois de Guillotin inventar o aparelho. Joseph-Ignace Guilhotin deixou este mundo, não por meio de seu artefato, em 1814.

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